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Diagnóstico ambiental sensorial

Escrito por Tatiane Liberato   
Seg, 11 de Maio de 2020 16:22

WhatsApp Image 2020-05-11 at 14.23.16Um conjunto de procedimentos que facilita o diagnóstico ambiental de um determinado ponto ou área utilizada por agroecossistemas – agricultura, pecuária, silvicultura – para manutenção e recuperação de ambientes degradados, além da preservação e fortalecimento dos serviços de ecossistemas naturais compatibilizando com as engenharias, arquitetura e urbanismo – ambiental, civil, hídrica e sanitária – está sendo proposto por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos como metodologia que utiliza quatro sentidos humanos – visão, tato, audição e olfato – na avaliação de atributos organizados em climas e zonas bioclimáticas, biota, relevo e solo. Ao final do processo, uma tabela numérico-semafórica com pontuações e cores indicativas mostra os potenciais e as restrições da área.

 

Intitulada “Processo para avaliação sensorial de atributos climáticos e da paisagem”, a patente de autoria dos pesquisadores Evandro de Castro Sanguinetto e Luiz Eduardo Moschini, do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar, objetiva avaliar esses atributos climáticos e da paisagem através dos sentidos humanos e de um conjunto de procedimentos sobre o clima, a biota, o solo e o relevo (de uma área, terreno, microbacia etc.) com baixíssimo custo, alta eficiência, agilidade e facilidade de operação, ou seja, permite que qualquer pessoa realize o levantamento desses dados com embasamento cientifico.

 

Levando cerca de quatro anos para ser desenvolvida, fruto da pesquisa de doutorado de Evandro Sanguinetto que denominou a tecnologia com o nome comercial SENSIA, a ideia surgiu a partir da percepção sobre as limitações nas construções residenciais civis que não consideram as questões ambientais. De acordo com o pesquisador, principalmente em pequenos municípios, o poder público não dispõe de pessoal técnico que possa orientar empreendedores locais no planejamento e implantação de empreendimentos imobiliários mais sustentáveis e biofílicos.

 

Pensando na implicação dos novos loteamentos executados sem esses cuidados, os pesquisadores desenvolveram a utilização do que possuíam em mãos (sentidos) além de materiais de fácil acesso, tais como cavadeira, anel plástico de esgoto de 100 ml, garrafa de água, haste de arame, peneira, além de alguns aplicativos de celular gratuitos. E, a partir disso, com um caderno de campo, provaram que o responsável pode acompanhar o passo a passo dos atributos descritivos do levantamento com a pontuação associada. Assim, para realizar a análise estatística, essas informações são lançadas em uma planilha, resultando no quadro numérico desde os mais restritivos aos menos restritivos nas cores vermelho, laranja, amarelo, verde claro ou verde escuro. “Só de bater os olhos no quadro final já será possível verificar onde está o problema, por exemplo, uma declividade grande não permite uma construção ou exige que se gaste muito mais material para isso”, explicou.

 

Mesmo sem informações de laboratório, o processo facilita o levantamento rápido de 27 atributos relativos ao ambiente, possibilitando um diagnóstico preciso de área para executar plantações, construções, previsões de riscos de erosões e outras instalações, sendo o principal diferencial da tecnologia, conforme Sanguinetto. “Em cerca de uma hora é possível levantar esses atributos, ganhando tempo e obtendo uma visão geral do local. Se a área for mais ampla, podemos realizar várias medições. Mas é importante ressaltar que este levantamento rápido oferece um diagnóstico ambiental básico ao planejamento, o que não significa que se deixe de consultar os profissionais necessários ao empreendimento”.

 

Dada a efetividade da tecnologia sobre as pontuações para os agroecossistemas, produção florestal, ecossistemas naturais, recuperação de áreas degradadas, além das engenharias e urbanismo, com parâmetros que indicam restrições e benefícios para diferentes fins, os pesquisadores têm recebido propostas para a realização de cursos e venda de dados ambientais de modo a disponibilizar a tecnologia para uso e benefício da sociedade. Além disso, atualmente, eles buscam o desenvolvimento de um aplicativo de celular para facilitar a utilização do procedimento e auxiliar o trabalho dos engenheiros civis e dos profissionais que atuam na produção madeireira, agropecuária ou agricultura.

 

Foto: Evandro Sanguinetto

 
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