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Encontro reúne empreendedores na FAPESP

Ter, 02 de Abril de 2019 16:02

Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – A despeito de todos os avanços tecnológicos da indústria automotiva, a inspeção de qualidade dos veículos ainda é feita, na grande maioria dos casos, de forma visual. Por ser um método subjetivo e passível de erros, a indústria perde milhões a cada ano, seja por classificações erradas nessas inspeções, defeitos não identificados ou por retrabalhos desnecessários.

 

Observando esse nicho de mercado, os engenheiros Enivaldo de Souza, Jorge Gripp e Renan Padovan desenvolveram um sistema de inspeção de peças de automóveis automatizado por meio de visão computacional, que substitui o método visual usado atualmente por grande parte das montadoras.

 

Foi o início da Autaza, startup instalada no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) que contou com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP em 2017.

 

Atualmente na fase 3 do PIPE, a empresa ampliou o campo de atuação, atendendo também empresas do setor de vidro e aeronáutico. Outra expansão importante foi a recente abertura de um escritório nos Estados Unidos para atender clientes globais nos três setores (leia mais em http://pesquisaparainovacao.fapesp.br/820 e http://pesquisaparainovacao.fapesp.br/929)

 

“Os treinamentos que tivemos no programa foram essenciais para aperfeiçoar nosso plano de negócios. Já tínhamos contato com a indústria desde antes de termos a ideia de negócio e criarmos os primeiros protótipos, porém, houve um aprofundamento e, sobretudo, identificamos que poderíamos ampliar e atuar também em outras áreas da indústria”, disse Gripp durante o Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa, evento ocorrido no dia 27 de março de 2019, na sede da FAPESP, em São Paulo.

 

Nesses encontros, realizados quatro vezes por ano, interessados em submeter projetos de pesquisa à fase 1 do PIPE, de estudo de viabilidade técnica de uma ideia, ou à fase 2, de realização do projeto, têm oportunidade de conversar com empresários que passaram pelo programa e com os membros da coordenação do programa da FAPESP.

 

O objetivo do evento – organizado pela FAPESP em parceria com a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) – foi esclarecer dúvidas antes do encerramento do prazo do 2º ciclo de análise de propostas do programa, no dia 29 de abril.

 

A maioria das perguntas estava relacionada a normas do programa como, por exemplo, o processo de submissão de propostas, solicitação de bolsas, proteção de propriedade intelectual, entre outras.

 

A apresentação de Gripp sobre a história da Autaza, que hoje tem entre seus clientes a General Motors, a Embraer e a Opel, evidenciou as possibilidades de crescimento das empresas de inovação apoiadas pelo PIPE.

 

“Descobrimos que parte do controle de qualidade de aspecto é uma necessidade de várias indústrias. Portanto, o que começou com a solução de um problema localizado no setor automotivo foi transformado em uma metodologia que pode ser aplicada em diversas indústrias”, disse Gripp.

 

Também participaram do Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa o deputado estadual Itamar Borges (MDB-SP), que preside a Comissão de Atividades Econômicas da Assembleia Legislativa de São Paulo, Rogério Grof, diretor de Relações Institucionais do Simpi, e Anselmo Souza Freire, da Desenvolve São Paulo.

 

Apoio à inovação

 

O PIPE apoia, com recursos não reembolsáveis, a realização de pesquisa científica e/ou tecnológica em empresas com até 250 empregados sediadas no Estado de São Paulo. Os projetos devem ser desenvolvidos por pesquisadores com vínculo empregatício com a empresa ou a elas associados para sua realização.

 

“O programa foi criado em 1997 pela FAPESP tendo como objetivo apoiar a execução de pesquisa científica e tecnológica em pequenas empresas no Estado de São Paulo. De lá para cá, houve um aumento no valor e no número de projetos contratados. Em 2014, foram 119 projetos e R$ 22 milhões investidos. Já em 2017, esses números subiram para 237 projetos e pouco mais de R$ 79 milhões”, disse Lucio Angnes, membro da coordenação adjunta de Pesquisa para Inovação na FAPESP

 

As propostas podem ser desenvolvidas em duas etapas. A fase 1, de demonstração da viabilidade tecnológica do produto ou processo, tem duração máxima de nove meses e recursos de até R$ 200 mil. A fase 2, de desenvolvimento do produto ou processo inovador, tem duração máxima de 24 meses e recursos de até R$ 1 milhão.

 

A FAPESP lançou chamada de propostas para o 2º Ciclo de Análise de 2019 do PIPE, em que estão reservados até R$ 15 milhões para atendimento às propostas selecionadas.

 

Mais informações: www.fapesp.br/pipe.


Fonte: Agência FAPESP

 
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