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A paixão pelo conhecimento inspira jovens medalhistas em olimpíadas de astronomia

Sex, 15 de Fevereiro de 2019 08:41

Com medalhas de ouro, prata e bronze estampadas no peito, dez jovens chegaram nesta quarta-feira (13) ao MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Brasília para um encontro com o ministro e astronauta Marcos Pontes. Eles fazem parte de um time que conquistou grandes resultados em competições internacionais de astronomia, astrofísica e astronáutica em 2018.

 

A estudante Katarine Klitzke, de 17 anos, por exemplo, levou o ouro na 10ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica - OLAA, no Paraguai, onde também recebeu uma condecoração por ter desenvolvido o melhor protótipo de foguete de garrafa PET movido à água pressurizada. “A OBA [Olimpíada Brasileira de Astronomia] e a OLAA foram uma oportunidade enorme na minha vida. Pude conhecer muita gente, fazer grandes amigos e me desafiar a buscar mais conhecimentos. E também me mostrou o que eu amo, que são os telescópios. Meu objetivo agora é começar o curso de engenharia mecânica e, depois, fazer uma especialização em instrumentação para poder desenvolver a nova geração de telescópios”, afirmou.

 

Para se destacar lá fora é preciso começar aqui dentro. Uma verdadeira maratona já acontece na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica – OBA que seleciona os estudantes para as competições internacionais. A primeira etapa ocorre anualmente em todo o país e envolve mais de 770 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares. A cada edição, cerca de mil alunos com as melhores notas são selecionados para a fase seguinte, composta por três provas online. Cem candidatos avançam para a próxima etapa, que inclui uma semana de imersão em Barra do Piraí (RJ), onde recebem aulas com astrônomos e são capacitados para atividades de competições internacionais, como provas de observação do céu.

 

A etapa derradeira do processo acontece em Vinhedo (SP). Lá, os 25 estudantes selecionados na fase anterior passam por mais uma semana de capacitação, exercícios e provas ainda mais específicas. É desse grupo que saem os dez alunos que integram os times da OLAA e da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica - IOAA. São 18 meses, praticamente, de preparação para as competições internacionais.

 

“Depois de tudo isso, eles ainda ficam outra semana em Vinhedo com atividades focadas em cada competição. É um esforço muito grande que esses meninos e meninas fazem para chegar às competições internacionais, não só de tempo, mas de esforço. A cada fase que eles avançam, o nível de exigência e de conhecimento necessário aumenta. Os resultados que eles obtiveram são fruto dessa preparação e do esforço individual de cada um, porque eles se esforçaram muito e aprenderam muito nesse período”, ressaltou o professor Júlio César Klafke, líder da equipe brasileira na OLAA.

 

O universo da astronomia confirmou a vocação de Juventino José da Fonseca, de 18 anos, de Recife (PE). Ele começa agora uma nova jornada: o curso de física na Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP). “Sempre gostei muito de física e matemática, mas estava mais inclinado a cursar matemática. Depois que me aproximei mais da ciência, comecei a ver a perspectiva de seguir carreira em astrofísica. Agora vou começar a faculdade já com uma base sobre a linha de pesquisa que pretendo seguir”, contou Juventino, que conquistou a medalha de bronze na 12ª Olimpíada IOAA, realizada na China. 

 

No encontro com os jovens medalhistas, o ministro Marcos Pontes defendeu a união entre educação e ciência para alavancar a produção de conhecimento e a geração de riquezas para o país. “Todo esse esforço vale a pena. Tenho certeza que cada um desses jovens estudou bastante para conseguir chegar aonde chegaram. Temos que investir na educação, com apoio da ciência e tecnologia. Esse é o tripé para o desenvolvimento do país. Temos que ajudar os talentos hoje para que, lá na frente, eles possam desenvolver novas ideias, produzir conhecimento e gerar riquezas para o país”, afirmou o ministro.

 

Para o professor Eugênio Reis, chefe da delegação brasileira na OLAA, as olimpíadas científicas abrem as portas das carreiras científicas e tecnológicas para as futuras gerações. “A OBA é a olimpíada do conhecimento mais popular e mais abrangente que temos no Brasil. Quando o aluno se prepara para essa prova, ele também vai atrás de conhecimento em outras áreas além da astronomia, como física e matemática. O mesmo acontece em outras competições. A questão da distribuição das medalhas também é muito importante, porque é um reconhecimento ao esforço desses jovens. E isso tudo estimula os nossos estudantes a buscarem mais conhecimento e a se interessarem por ciência”, destacou.

 

OBA 2019

 

As inscrições para a 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica estão abertas até 17 de março. As provas, em fase única, serão aplicadas em 17 de maio. As instituições de ensino interessadas em participar da competição científica devem efetuar a inscrição no site http://www.oba.org.br/site/.

 

No ano passado, participaram da 21ª OBA mais de 770 mil alunos de 8.456 escolas públicas e particulares. Ao todo, foram distribuídas 49.735 medalhas entre os participantes dos quatro níveis da prova, sendo 14.900 de ouro, 14.949 de prata e 19.886 de bronze.

 

A competição é coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Universidade Paulista (Unip).

 

Além da Oba outras olimpíadas de conhecimento integram o Programa Ciência na Escola, que faz parte da Agenda de 100 dias de Ações Prioritárias do Governo Federal.

 

Veja aqui.

 

Fonte: Portal MCTIC

 
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