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Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência celebra avanços e relembra luta feminina no meio de CT&I

Ter, 12 de Fevereiro de 2019 15:57

Hoje, dia 11 de fevereiro, é celebrado pelo mundo o Dia de Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi criada pela UNESCO e pela ONU Mulheres no dia 22 de dezembro de 2015 para destacar e promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência.

 

A pesquisa científica é fundamental para o desenvolvimento da sociedade e o papel que as mulheres desempenham nas comunidades de ciência, tecnologia e inovação tem grande importância e deve ser fortalecido. De acordo com dados do Instituto de Estatísticas da Unesco (UIS), hoje, no mundo todo, menos de 30% dos pesquisadores são mulheres.

 

Apesar dos ganhos notáveis ao longo dos anos, a luta feminina por igualdade continua. Quanto mais alto o patamar na escala dentro do sistema de pesquisa cientifica, maior é a queda da participação feminina. A ciência continua como um dos poucos setores onde a discriminação de gênero é comum e considerada aceitável por alguns.

 

Um exemplo é a relação de prêmios Nobel entregues às mulheres. Dos 881 cientistas premiados desde 1901, apenas 48 são mulheres. E não faltam pesquisas importantes realizadas por mulheres. Alguns exemplos de grandes cientistas ao longo da história são Ada Lovelace; Marie Curie; Lise Meitner; Chien-Shiung Wu; Shirley Jackson; Rosalind Franklin; Mamie Phipps Clark; entre muitas outras.

 

A falta de reconhecimento das conquistas das mulheres contribui para o equívoco de que as elas não podem atuar na ciência tão bem quanto os homens. Em reportagem especial do jornal El País são apresentados três exemplos de como o sexismo na ciência – e dentro do prêmio Nobel – afeta a conquista e o avanço do trabalho das cientistas.

 

Cenário brasileiro

 

No Brasil, os dados mostram um cenário um pouco diferente, otimista, mas longe de ser perfeito. Um estudo sobre a participação dos gêneros na pesquisa científica nos últimos 20 anos, publicado em 2017 pela editora Elsevier, mostra que o número de mulheres pesquisadoras e inovadoras no Brasil já corresponde a 49% do total, o maior percentual entre todos os países pesquisados, junto com Portugal.

 

Nessa mesma pesquisa é possível perceber que a presença das mulheres, em geral, é maior do que a de homens nas áreas de humanidades e serviço social. Ciências biológicas e saúde apresentam equivalência entre os gêneros. Já nas áreas de engenharia, ciências exatas e da terra, o número de mulheres cai drasticamente.

 

A professora de física Mariane Rodrigues Cortes, graduada pela Universidade Federal Fluminense, concluiu em sua monografia que, uma vez dentro da academia, a progressão das mulheres é mais difícil, mais lenta e menos visível do que a dos homens. Isso se reflete na baixa participação de mulheres em postos de direção nas universidades e institutos de pesquisa, assim como em processos decisórios relativos à ciência.

 

Dentro da ABIPTI já passaram diversas mulheres que contribuíram para a construção da Associação, uma delas é a ex-presidente, Isa Assef dos Santos, que atuou também na FUCAPI (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica); e a atual diretora-executiva, Flaudemira Paula.

 

Visibilidade feminina da ciência

 

Para que se chegue a números de igualdade de gênero na ciência ainda serão necessárias muitas ações, mas o aumento da visibilidade do trabalho realizado por pesquisadoras e cientistas está crescendo e ajudando a mudar esse cenário.

 

Atualmente, o CNPq lançou a 7ª edição do projeto Pioneiras da Ciência no Brasil, que traz 10 histórias sobre pesquisadoras brasileiras que ajudaram a construir e a solidificar a CT&I no Brasil. As homenageadas são Alda Lima Falcão (Biologia), Beatriz Alvarenga (Física), Beatriz Nascimento (História), Ewa Wanda Cybulska (Física), Leda Bisol (Linguística), Linda Viola Ehlin Caldas (Física), Maria Adélia Aparecida de Souza (Geografia), Paula Beiguelman (Ciência Política), Ruth de Souza Schneider (Física) e Yocie Yoneshigue Valentin (Biologia).

 

No ano passado, a instituição também lançou o edital “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, que tinha como objetivo estimular a formação de mulheres para as carreiras de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil; além de despertar o interesse vocacional de estudantes do sexo feminino da Educação Básica e do Ensino Superior por essas profissões e para a pesquisa cientifica e tecnológica.

 

Outra iniciativa é o site Mulheres na Ciência, desenvolvido, inicialmente, como um grupo de Facebook que servia para cientistas do mundo todo contarem suas experiências e desabafarem sobre suas dificuldades na área. Hoje, o site é colaborativo e traz desde notícias e histórias inspiradoras, até divulgação científica e história sobre ciência com foco na participação e feminina. O projeto, em breve, ganhará formato de podcast também.

 

O projeto Minas Faz Ciência lançou hoje o eBook, “Mulher faz Ciência: dez cientistas, muitas histórias”, que traz histórias e depoimentos de dez mulheres brasileiras importantes para a área, algumas mais experientes e outras mais novas. O material foi desenvolvido com apoio da FAPEMIG.

 

Além disso, outra ferramenta de divulgação interessante é o projeto “Requisite uma cientista”, que ajuda a encontrar pesquisadoras dispostas a participar de reportagens, conferências e outros eventos midiáticos. No Brasil, já são 208 pesquisadoras cadastradas.

 

A diversidade permite que a ciência seja mais explorada. A representação feminina no campo de ciência, tecnologia e inovação é um apelo, também, para que oportunidades sejam dadas para qualquer profissional que possa contribuir com o desenvolvimento de soluções em áreas como segurança alimentar, saúde, água e saneamento, energia, gerenciamento de ecossistemas oceânicos e terrestres, e mudança climática, que carregam, hoje, problemas globais preocupantes.

 

Para que a ciência possa avançar, o setor não pode mais ser excludente. A área deve estar aberta para que mulheres e meninas também acreditem que possam ser cientistas, inovadoras, matemáticas, físicas, astronautas, engenheiras, inventoras, e que irão contribuir com o futuro.

 

Fonte: Portal ABIPTI

 
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