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Brasileiros estão entre finalistas do Global Teacher Prize 2019

Seg, 21 de Janeiro de 2019 11:01

As indicações de professores atendem a critérios específicos e estão abertas ao público mundial

 

Desde 2015, professores de todo o mundo participam do Global Teacher Prize, espécie de Prêmio Nobel da área de educação. A iniciativa da ONG britânica Varkey Foundation visa premiar um professor que tenha contribuído de maneira notável para a profissão. Além do reconhecimento, o escolhido ganha US$ 1 milhão. Este ano, os finalistas foram selecionados entre 10 mil candidatos de 179 países.

 

As indicações de professores atendem a critérios específicos e estão abertas ao público mundial. A escolha dos 50 finalistas e do vencedor é feita pela Academia Global de Professores, composta de professores titulares, especialistas em educação, comentaristas, jornalistas, funcionários públicos, empresários de tecnologia, diretores de empresas e cientistas de todo o mundo.

 

Em 2019, dois professores de escolas públicas brasileiras estão na disputa do grande prêmio. Débora Garofalo, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreiras, de São Paulo (SP), leciona robótica, com um diferencial: usa material reciclado recolhido nas ruas. Com os alunos, já recolheu uma tonelada de resíduos. Seu laboratório se parece com uma usina de reciclagem, onde a sucata é matéria-prima valiosa. Para ter sucesso nas aulas de Débora, os alunos precisam saber Matemática, Ciências e Inglês. Essa integração das matérias tem dado tão certo que ela foi indicada ao Global Teacher Prize.

 

O segundo brasileiro entre os finalistas é Jayse Ferreira, da Escola de Referência de Ensino Médio Frei Orlando, em Itambé (PE). Professor de Educação Artística, ele percebeu que a evasão escolar tornava-se rotina no colégio. Notou, também, que as aulas de artes não eram as preferidas dos alunos. Ferreira passou a atrair os jovens com a produção de conteúdos ligados a filmes e games. Deu certo. Os estudantes começaram a adaptar roteiros, gravar e montar histórias, o que despertou neles o interesse nas aulas, tornando-os participativos e presentes.

 

Apesar da distância, já há três anos Débora e Ferreira discutem meios de fazer o ensino mais atraente, criativo e conectado à realidade. Eles integram uma rede de professores brasileiros que trocam experiências pela internet. Agora vivem a expectativa do anúncio do vencedor. A cerimônia de premiação acontecerá em março, em Dubai (Emirados Árabes).

 

Vencedores

 

Nancie Atweel, dos EUA, ganhou em 2015. Em 2016, foi a vez de Hanan Al Hroub, da Palestina. Nos últimos dois anos, os vencedores foram Maggie MacDonnell, do Canada, e Andria Zafirakou, do Reino Unido, respectivamente.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 14/01/2019, com informações IMPA

 
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