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Acelerador de elétrons Sirius é inaugurado em Campinas

Ter, 20 de Novembro de 2018 09:12

O acelerador de elétrons Sirius foi inaugurado nesta quarta-feira, 14 de novembro, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A cerimônia teve presença do presidente da República, Michel Temer, do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, do ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, do prefeito de Campinas, Jonas Donizette, do diretor do Projeto Sirius, Antônio José Roque da Silva, e do presidente honorário do Conselho de Administração do CNPEM, Rogério Cezar de Cerqueira Leite. A Finep foi representada pelo presidente em exercício, Ronaldo Camargo, e toda a diretoria da financiadora.

 

“A Finep se orgulha de mais uma vez deixar sua marca na ciência brasileira. Desde o início, financiamos o Sirius, aportando milhões de reais a esse projeto e vamos seguir financiando as empresas que querem utilizar a mais importante infraestrutura de pesquisa do País e uma das melhores do mundo”, afirmou o presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, que visitou as instalações do Sirius ao lado do ministro Kassab e do diretor do Projeto Sirius.

 

Para o diretor de Inovação da Finep, Renny Aguiar, o Sirius representa um marco para o País. “Essa obra mostra a ciência madura que temos, a autonomia tecnológica que conquistamos e a capacidade da engenharia nacional para projetar e colocar de pé projetos complexos e grandiosos”, disse.

 

O Sirius é a maior e mais complexa estrutura de pesquisa do País e será colocada à disposição de pesquisadores do Brasil e do exterior. A cerimônia marcou a entrega da primeira etapa do projeto, que será concluído em 2019. “É uma imensa satisfação entregar este equipamento. O Sirius, desde o início de nossa gestão, é uma prioridade, e conseguimos, segundo orientação do presidente Temer, concluir a primeira fase que agora se inaugura”, disse o ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, que detalhou os benefícios do projeto em artigo na Folha de S. Paulo.

 

Projetado por brasileiros, o Sirius teve até agora cerca de 85% de seus recursos investidos no País, seja em suas equipes internas ou em parceria com empresas nacionais. Além da construção civil, foram estabelecidos contratos com mais de 300 empresas de pequeno, médio e grande portes, das quais 45 estão envolvidas diretamente em desenvolvimentos tecnológicos, em parceria com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e o CNPEM.

 

Iniciado em 2012, o novo acelerador de elétrons é o maior projeto da ciência brasileira, uma infraestrutura de pesquisa de última geração, estratégica para a investigação científica de ponta e para a busca de soluções para problemas globais em áreas como saúde, agricultura, energia e meio ambiente. Será um laboratório aberto, no qual as comunidades científica e industrial terão acesso às instalações de pesquisa.

 

Síncrotron

 

O Sirius será um grande equipamento científico, composto por três aceleradores de elétrons, que têm como função gerar um tipo especial de luz: a luz síncrotron. Essa luz de altíssimo brilho é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros.

 

Segundo Antônio José Roque da Silva, diretor do Projeto Sirius, esta é a nossa construção para o futuro. “Sinto uma felicidade enorme de ver concretizado um projeto que vai além de ciência e tecnologia: é um projeto estruturante. Agradeço a todas as equipes, do CNPEM, do MCTIC, ao engajamento e parcerias de empresas, ao apoio da Finep e Fapesp”, disse.

 

Esta primeira etapa compreende a conclusão das obras civis e a entrega do prédio que abriga toda a infraestrutura de pesquisa, além da conclusão da montagem de dois dos três aceleradores de elétrons. O terceiro acelerador – e também o principal deles – está em processo de montagem.

 

Já a entrega da próxima etapa do projeto, prevista para o segundo semestre de 2019, inclui o início da operação do Sirius e a abertura das seis primeiras estações de pesquisa para pesquisadores. O projeto completo inclui outras sete estações de pesquisa (denominadas “linhas de luz”), que deverão entrar em operação até 2021.

 

Futura instituição de ensino

 

Para o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, o Sirius é, de fato, um “Maracanã” da ciência e tecnologia do Brasil, um legado gigante. “Aqui também está plantada agora a semente para um a nova instituição de ensino superior”, completou.

 

Segundo o presidente Michel Temer, sempre se diz que o Brasil é o país do futuro. “Eu diria que, face a essa inauguração, o futuro já chegou. O Brasil, o estado de São Paulo, a ciência e Campinas engrandeceram”, ressaltou o presidente. Temer destacou que o projeto, totalmente nacional, contou apenas com fornecedores brasileiros.

 

O projeto é classificado tecnologicamente como um equipamento de última geração – até hoje, só há um outro equipamento comparável ao Sirius em operação, na Suécia. Seus aceleradores e suas estações de pesquisa foram projetados para estar na fronteira do conhecimento mundial.

 

O Sirius ficará abrigado em um prédio de 68 mil metros quadrados (equivalente a um estádio de futebol). Sua estrutura foi projetada e construída para atender padrões de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes.

 

Orçado em R$ 1,8 bilhão, o projeto Sirius é financiado pelo MCTIC. Até agora, cerca de R$ 1,12 bilhão foram repassados para o projeto, sendo R$ 282 milhões em 2018. A Finep apoia financeiramente o projeto desde o início.

 

Fonte: Portal FINEP

 
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