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A ciência é parte essencial da resposta

Ter, 14 de Abril de 2020 15:58

“Brasil e inovação: em que pé estamos?” é o tema do novo Jornal da Ciência. O PDF desta edição está disponível para download gratuito

 

Diante da maior pandemia da história, cientistas e pesquisadores da medicina e biologia em todos os países se debruçam sobre seus livros, bancadas, microscópios e salas de testes em busca de um remédio, uma vacina que combata o coronavírus. Paralelamente, físicos, químicos, matemáticos, engenheiros, técnicos, etc., analisam e criam modelos para a expansão da pandemia e constroem equipamentos novos e/ou mais baratos para atendimento aos pacientes e para a segurança dos profissionais de saúde. Ao mesmo tempo, cientistas sociais revisitam dados históricos, geográficos, antropológicos, sociológicos, psicológicos e examinam qual o potencial de dano da pandemia às várias camadas da sociedade.

 

O objetivo de todos é ajudar na elaboração de políticas públicas adequadas e buscar respostas concretas e eficazes no enfrentamento da pandemia que mobilizou o planeta. Dando retaguarda aos seus cientistas, governos em todo mundo estão direcionando recursos, em montante muito significativo, para a contenção do avanço da covid-19.

 

Deveria ser óbvio para todos: a ciência e sistemas de saúde públicos eficientes são a resposta para as crises sanitárias. Mas parece que não é essa a lógica que pauta as políticas públicas atuais.

 

Alvo de sucessivos cortes orçamentários, que tratam a Ciência, Tecnologia & Inovação (CT&I) como uma despesa qualquer, o setor de CT&I brasileiro tem hoje um orçamento para investimento muito menor que o de dez anos atrás, colocando em risco todos os avanços obtidos ao longo das últimas décadas e que levaram o Brasil a uma posição razoável em termos de publicações científicas.

 

O desmonte promovido pelas restrições orçamentárias ameaça programas importantíssimos para o País, como o Edital Universal do CNPq e os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). As possibilidades para uma nova chamada do Edital Universal em 2020 são mínimas.

 

Outro programa cuja continuidade está em risco é o Proantar, criado na década de 1980 para oferecer apoio a cientistas que investigam os fenômenos naturais no continente Antártico. Profissionais envolvidos com o projeto vivem hoje na insegurança sobre sua continuidade. Os recursos previstos no edital em vigor, que se encerra em 2022, vão chegando ao fim e até o momento não há sinais de uma nova chamada.

 

Apesar de tantos obstáculos, nesta edição do Jornal da Ciência mostramos como as instituições de pesquisa nacionais, operando em rede e de forma colaborativa, conseguem dar respostas rápidas e efetivas aos problemas da nossa sociedade. A exemplo do que se verificou com o vírus da zika, pesquisadores brasileiros já estão mobilizados, trabalhando incansavelmente na busca de soluções inovadoras para mitigar os efeitos do coronavírus, conjugando ampla capacidade de atenção, apesar dos recursos escassos e nada condizentes com as necessidades do País.

 

Inovação é, na verdade, o tema principal do primeiro Jornal da Ciência de 2020, que havia sido pensado antes do surgimento da pandemia. A reportagem de capa trata de um documento elaborado pelo Grupo de Trabalho de Financiamento à Pesquisa e de Política Científica da SBPC. Coordenado pelo diretor desta entidade, Sidarta Ribeiro, o documento aborda de forma aprofundada as vantagens, oportunidades e obstáculos para a inovação no Brasil, identificados a partir da experiência de 16 cientistas e especialistas renomados que compõem o GT.

 

Trata-se de uma contribuição da SBPC à nova Política Nacional de Inovação (PNI), que foi entregue ao Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim. Ele se comprometeu com uma nova rodada de discussão com as entidades científicas, quando ficar pronta a nova versão do documento que havia sido colocado em consulta pública.

 

Quando se fala em inovação, o que primeiro vem à mente é a tecnológica. Neste domínio, a posição do Brasil no cenário internacional é muito ruim (66º lugar no Global Innovation Index) e precisa ser logo revertida. O País já teve e tem capacidade inovadora relevante em vários campos. Uma experiência recente e de sucesso tem sido a EMBRAPII. Outros passos significativos estão sendo ensaiados, como demonstram as reportagens sobre os novos centros de desenvolvimento em Inteligência Artificial (IA) que estão sendo implantados nas principais universidades brasileiras. Uma entrevista exclusiva com a pesquisadora Mônica Paz discute uma questão preocupante: a discriminação de gênero na produção científica sobre Tecnologia da Informação (TI) e IA.

 

A professora Maíra Baumgarten, da UFRGS, presidente da Associação de Estudos Sociais das Ciências e Tecnologias (Esocite.br), frisa a importância da ideia de desenvolvimento de inovações conectadas às necessidades básicas do País. Isso envolve adotar políticas públicas inovadoras que trabalhem com temas estratégicos para o Brasil, como meio-ambiente, saúde, educação, segurança pública, saneamento, cultura, entre outros, considerando como essenciais o conhecimento da sociedade e o desenvolvimento da ciência básica.

 

A ciência brasileira tem um potencial imenso para responder de forma sustentável às necessidades e demandas do País. Mostramos nesta edição apenas alguns dos avanços que nossos cientistas têm conseguido, a despeito da escassez de apoio e incentivos governamentais e de um projeto nacional maior ao qual a CT&I esteja integrada. Discutimos também caminhos que, se tomados, podem levar o País a fortalecer seu Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e, por consequência, toda a cadeia de desenvolvimento social, econômico e tecnológico.

 

Boa leitura!

 

Ildeu de Castro Moreira, presidente da SBPC

 

ACESSE GRATUITAMENTE A EDIÇÃO COMPLETA NESTE LINK.

 

*Em virtude da pandemia de coronavírus, esta edição será extraordinariamente disponibilizada apenas em sua versão eletrônica.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 13/04/2020

 
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