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Ciência, Tecnologia e Inovação como política de Estado

Sex, 20 de Dezembro de 2019 14:16

“A opinião pública converge para uma visão de Ciência e Tecnologia como questão estratégica para o País, cabendo aos representantes políticos apresentarem medidas que estimulem o seu desenvolvimento”, comenta Enio Pontes, professor da Universidade Federal do Ceará

 

O ano que termina foi de grandes desafios para a comunidade científica brasileira. Cortes orçamentários e uma gestão ministerial descompassada acenderam o sinal de alerta para o setor. Em resposta, cientistas e pesquisadores se mobilizaram em torno de uma agenda de resistência, necessária para reduzir os efeitos do desmonte posto em curso. Em dimensão nacional, a última década consolidou a ideia de que a luta pelo conhecimento deve frequentemente ser travada fora dos laboratórios – na arena política.

 

No mesmo passo, está cada vez mais difusa a percepção sobre a importância da CT&I para a qualidade de vida da população. Em pesquisa realizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), 73% dos entrevistados afirmaram ver C&T como um setor que só traz benefícios à sociedade. A pesquisa, divulgada em julho, também mostrou que é consistente o apoio dos brasileiros à ampliação dos recursos destinados à área: 66% se declararam a favor do aumento do volume de investimentos. A opinião pública converge para uma visão de Ciência e Tecnologia como questão estratégica para o País, cabendo aos representantes políticos apresentarem medidas que estimulem o seu desenvolvimento.

 

Os próximos anos serão decisivos. O Brasil deve assumir compromisso com a inovação. Temos pela frente o desafio de minimizar a distância tecnológica em relação às nações que estão no topo da cadeia produtiva mundial. Com investimentos estruturais que coloquem a indústria nacional em sintonia com os novos padrões de consumo, em que têm peso decisivo fatores como sustentabilidade, praticidade, qualidade, confiabilidade e responsabilidade social. Desafios contemporâneos, como destinação do lixo, acesso à água, geração de energia e preservação da biodiversidade exigem respostas cuja viabilidade depende diretamente do potencial científico. Nesse cenário, o País precisa construir um planejamento a longo prazo para a CT&I, delineado como política de Estado, e que prospere imune às contingências da disputa partidária.

 

Enio Pontes é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 18/12/2019

 
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