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RuBisCO: a enzima que pode nos salvar do aquecimento global

Qui, 19 de Dezembro de 2019 14:57

Blog Ciência & Matemática, do jornal O Globo, publica artigo assinado por Ricardo José Giordano, professor associado do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química da Universidade de São Paulo

 

Cientistas pelo mundo não se cansam de nos alertar sobre os perigos do aquecimento global, se não controlarmos as emissões de gases que causam o efeito estufa. Aumento das temperaturas globais, agravamento de fenômenos meteorológicos como tufões e alagamentos causados por chuvas mais intensas, sem mencionar o aumento no nível dos mares e oceanos, fruto do descongelamento das calotas polares. Dentre os gases causadores do efeito estufa, um dos mais mencionados é o dióxido de carbono, CO2. Aquele que sai do escapamento dos nossos carros. Se por um lado, em quantidades adequadas, o CO2 é o que permite a vida neste planeta e auxilia na manutenção da temperatura do planeta, por outro lado, em excesso, ele pode nos cozinhar vivos! Que as temperaturas do planeta sempre oscilaram, isto não é novidade. Porém, nunca o CO2 foi liberado em quantidades tão elevadas, num espaço de tempo tão curto. Os efeitos serão, sem dúvida, inéditos e imprevisíveis. Quem (sobre) viver, contará.

 

Diversas alternativas têm sido aventadas para reduzir a concentração deste gás na atmosfera. Como as vias diplomáticas, que visam diminuir as emissões, não estão funcionado como gostaríamos (p.ex., o acordo de Paris), cientistas pelo mundo já pensam em outras alternativas. Plano B, por assim dizer. Dentre estas, o sequestro deste gás, também chamado de fixação de CO2. Na realidade, plantas e outros microrganismos já fazem isto muito bem: são os seres autotróficos (do grego auto, próprio e trofein, alimentar-se). Estes organismos são capazes de viver numa dieta à base de elementos básicos, como CO2, amônia e sais minerais. A partir destes simples nutrientes, eles sintetizam todas as macromoléculas mais complexas, necessárias para a vida. Nós, e outros seres heterotróficos, por outro lado, precisamos de fontes de nutricionais mais complexas, como açúcares (glicose), aminoácidos e vitaminas, para viver. Plantas, algas e muitas bactérias são seres autotróficos e são capazes de absorver o CO2 da atmosfera e transformá-lo em compostos orgânicos. As plantas fazem isto diariamente através da fotossíntese, transformando o CO2 em glicose, que é então armazenada, por exemplo, como amido pelo trigo ou na forma de sacarose pela cana-de-açúcar. No centro deste processo, encontra-se uma enzima chamada de RuBisCO (ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase oxigenasse). Esta enzima catalisa as reações necessárias para captar o CO2 e convertê-lo em glicose, como parte de um processo metabólico conhecido como ciclo de Calvin ou ciclo de Calvin-Benson-Bassham, em homenagem aos pesquisadores que o descreveram (Melvin Calvin, James Bassham e Andrew Benson). De fato, acredita-se que a RuBisCO seja a enzima mais abundante do planeta. Porém, como estamos diariamente diminuindo nossas florestas (veja-se a nossa Amazônia), a captação de CO2 pelas plantas reduz-se a cada dia que passa, contribuindo ainda mais para o aumento do efeito estufa e do aquecimento global. Sem florestas, precisamos de outras alternativas para fixar o CO2.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 16/12/2019, com informações do Blog Ciência & Matemática/O Globo

 
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