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Big data em Saúde e Ciências da Vida reúne pesquisadores de São Paulo e dos Países Baixos

Qua, 11 de Dezembro de 2019 17:01

De prontuários clínicos a grandes enquetes epidemiológicas, passando por exames laboratoriais e de imagem, serviços hospitalares, estudos de doenças específicas, investigações em “ômicas” (genômica, proteômica, metabolômica etc.) e dispositivos de uso médico, as áreas de Saúde e Ciências da Vida geram, diariamente, uma quantidade assombrosa de dados. E os números atuais tendem a ser rapidamente ultrapassados com o desenvolvimento e comercialização de sensores portáteis, cada vez menores, aptos a monitorar funções vitais e identificar moléculas marcadoras de doenças.

 

O grande desafio é transformar quantidade em qualidade, isto é, fazer dessa massa amorfa de dados um sistema integrado e útil de informação e conhecimento. Por isso, a convergência de big data e Ciências da Vida define um dos campos de pesquisa mais promissores da atualidade.

 

Foi isso que motivou a realização do workshop Big Data in Life Sciences & Health – Brazil and The Netherlands, promovido pelo Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo e a FAPESP. O encontro, realizado em 25 de novembro, reuniu pesquisadores de instituições holandesas e paulistas na sede da FAPESP.

 

A reunião foi aberta por Petra Smits, cônsul de Ciência, Tecnologia e Inovação do Reino dos Países Baixos no Brasil; Hernan Chaimovich, coordenador adjunto de Programas Especiais e Colaborações em Pesquisa da FAPESP; e Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e integrante da Coordenação Adjunta da FAPESP para o Programa de Pesquisa em eScience e Data Science.

 

“O objetivo do workshop é a aproximação dos especialistas neerlandeses em big data em Saúde com pesquisadores do Estado de São Paulo, para compartilhar informações sobre os maiores desafios e projetos em andamento, trocar experiências e explorar oportunidades de colaboração”, disse Petra Smits à Agência FAPESP.

 

Claudia Bauzer Medeiros afirmou que, dos US$ 530 milhões desembolsados pela FAPESP no apoio à pesquisa em 2017, cerca de 39% foram dedicados às áreas de Saúde e Ciências da Vida.

 

“As pesquisas financiadas podem ser vistas como uma combinação de três fatores: tipos e fontes de dados (por exemplo, exames clínicos e exames por imagens); aspectos computacionais associados a big data (visualização, algoritmos, armazenamento e interoperabilidade); e Saúde e Ciências da Vida (desde o nível macro da epidemiologia, passando por serviços hospitalares, sistemas de apoio à decisão clínica e questões associadas a doenças específicas, até o nível das ômicas)”, disse a pesquisadora à Agência FAPESP.

 

A área de Saúde é objeto de grande atenção nos Países Baixos. “Segundo rankings internacionais, a Holanda tem um dos melhores sistemas de saúde da Europa”, afirmou Smits. E a cônsul acrescentou que Ciências da Vida e Saúde são temas prioritários na colaboração com o Brasil. “Um exemplo recente desse foco é a chamada bilateral com a FAPESP para projetos de pesquisa no tópico Envelhecimento Saudável”, disse.

 

Com uma população pouco maior do que 17 milhões de habitantes, os Países Baixos têm um sistema de saúde classificado na primeira posição do ranking europeu. O seguro-saúde é obrigatório e cobre mais de 99% da população. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10,7% do Produto Interno Bruto dos Países Baixos está alocado no setor de Saúde, com mais de 80% dos gastos financiados publicamente.

 

“O Departamento de Inovação do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo organizou essa missão com especialistas holandeses para encontrar o mesmo tipo de especialistas no Estado de São Paulo e iniciar um diálogo com vistas a eventuais colaborações. O primeiro passo foi identificar lacunas e potenciais projetos conjuntos. Financiamentos para uma possível chamada de propostas foram deixados para discussões futuras”, afirmou Bruna Cersózimo Arenque Musa, coordenadora de programas científicos da FAPESP na área de biologia, agronomia e veterinária e integrante do comitê organizador da reunião.

 

Musa lembrou que a FAPESP e a Organização Neerlandesa para a Pesquisa Científica (NWO) têm um histórico de tratativas com vista à cooperação. “O que já está estabelecido é que as parcerias entre as duas entidades devem focar, nos próximos anos, em três grandes áreas: Saúde, Green (que inclui bioeconomia e biodiversidade) e Tecnologia. A reunião realizada agora está muito relacionada com duas dessas áreas: Saúde e Tecnologia. Então, é de esperar que estas conversas preliminares forneçam subsídios para futuras chamadas de propostas”, disse.

 

Os cerca de 20 pesquisadores brasileiros e neerlandeses que participaram da reunião apresentaram suas pesquisas e discutiram possíveis direções de cooperação. Para Medeiros, o evento permitiu identificar uma série de possibilidades de pesquisa conjunta em tópicos de ponta no âmbito do tema de saúde digital. “Vimos ótimos exemplos do que chamamos ‘pesquisa dirigida pelos dados’, uma característica que marca a área de eScience”, disse.

 

Fonte: Portal Agência FAPESP

 
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