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Jovens saídos da universidade têm empregos precários e empobrecem mais que a média

Qua, 11 de Dezembro de 2019 16:00

Subiu de 25% para 30% o percentual de graduados que ocupam funções de nível médio ou fundamental

 

No dia em que rabiscou a ficha do vestibular, Bruno Calloni imaginava um futuro diferente. Sonhava ser administrador de empresas. Além da influência paterna, pesou a chance de conquistar uma vaga tão logo os quatro anos de curso terminassem – a profissão está no Top 5 das mais demandadas pelo mercado. Ainda estudante, descolou um bem pago estágio em uma famosa instituição bancária. Com o canudo nas mãos, nunca mais conseguiu trabalho. “As coisas não eram assim em 2015”, lamenta o paulistano de 24 anos, há meses desempregado. Depende hoje da renda do pai, que entrou na profissão em uma época em que o diploma ainda era garantia de bom salário e estabilidade.

 

Essa virada surpreendeu famílias e jovens. Houve no início dos anos 2000 uma aposta enorme na educação superior como passaporte para uma vida melhor. O bilhete foi emitido. Desde 2003, o contingente de universitários brasileiros mais do que dobrou, resultado da expansão e descentralização das universidades públicas e de programas como o ProUni e o Fies. E, pela primeira vez, negros tornaram-se maioria nas instituições públicas. Mas o futuro teima em não chegar. Nos últimos cinco anos, os empregos minguaram e a renda despencou para toda a pirâmide etária brasileira. Mas quem tem 20 e poucos anos empobreceu mais.

 

Enquanto os grupos marginalizados perderam duas vezes mais que a média geral, entre os jovens de 20 a 24 anos o declínio foi de cinco vezes. É o que diz um estudo da FGV publicado no mês passado. A base são os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE. Além do desemprego, puxaram essa alta a redução na jornada de trabalho e a queda na relação entre o salário e os anos de estudo. Também cresce a massa daqueles que ocupam postos para os quais o diploma não é necessário. O porcentual de graduados que atuam em funções de nível médio ou fundamental passou de 25% em 2014 para quase 30% no segundo trimestre de 2019, segundo estudo da consultora iDados sobre a Pnad Contínua. Entre aqueles que recebiam um salário mínimo ou menos, quase metade (45,4%) tinha ensino superior completo. Há cinco anos eram 39%. Esse número pode ser ainda maior. Como as universidades brasileiras não acompanham o desempenho de seus egressos no mercado, estudos na área ficam restritos aos números do IBGE.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 09/12/2019, com informações de Carta Capital

 
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