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Pesquisadores do INCT-DISSE se reúnem para fortalecimento de parcerias e opções de financiamento para o desenvolvimento de novos produtos com semicondutores

Qui, 21 de Novembro de 2019 17:34

Coordenadora do grupo e pesquisadora da PUC-Rio, Patrícia Lustoza de Souza ressalta valor da pesquisa em semicondutores para o Brasil

 

Nos dias 07 e 08 de novembro, 16 pesquisadores de todo Brasil, integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Nanodispositivos Semicondutores (INCT-DISSE), se reuniram em Belo Horizonte, MG. A proposta do grupo — formado por cientistas da PUC-Rio, UFRJ, CEFET-Petrópolis, USP, IEAv, Unicamp e UERJ — é fortalecer parcerias acadêmicas com o intuito de sensibilizar os órgãos apoiadores de pesquisa para investimento em projetos de ponta realizados pelo grupo. Os materiais semicondutores são a matéria-prima para a produção de dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos, como lasers (para ler CDs e DVDs), LEDs e fotodetectores (como os de infravermelho, para fazer instrumentos que detectam a presença de gás tóxico e câmeras de visão noturna, por exemplo).

 

Com a generalizada falta de recursos e o congelamento das bolsas da Capes, a situação se agravou a partir de 2016, quando o INCT-DISSE, por apenas quatro posições, não ficou entre os 102 projetos selecionados para financiamento na segunda chamada pública INCT – MCTI/CNPq/CAPES/FAPs. Na ocasião, ele recebeu o Selo INCT, que reconhece a excelência do projeto e o credencia para solicitar aporte de recursos de outras entidades.

 

Tendo isso em mente, as principais reinvindicações do grupo nesta reunião em BH trataram de como conseguir recursos para manter a articulação entre os cientistas, incluindo estudantes e verbas para a manutenção dos laboratórios em funcionamento. “Para sermos competitivos, precisamos de R$ 1 milhão. Para mantermos as pesquisas básicas, precisamos de, pelo menos, R$ 500 mil, ambos em valores anuais”, reforça Patrícia Lustoza de Souza, coordenadora do INCT-DISSE e do LabSEM/PUC-Rio (Laboratório de Semicondutores), do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio).

 

Entre as opções sugeridas, foi discutida a busca de financiamento internacional em agências europeias, agências da defesa americana e entre os países integrantes dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). A reunião também foi uma excelente oportunidade para o compartilhamento de equipamentos entre os pesquisadores, visando priorizar o conserto dos que são exclusivos, deixando os que estão em duplicata para outra ocasião.

 

A falta de verba coloca em risco importantes trabalhos realizados pelo INCT-DISSE que estão em curso, como o desenvolvimento de fotodetectores que operem a temperatura ambiente, um desafio internacional, ou de células solares de terceira geração. A coordenadora da PUC-Rio ressalta ainda que há diversas outras pesquisas de ponta feitas pelo grupo e que o Brasil está plenamente capaz de liderar, como as que tratam de Sistemas de portas lógicas usando cristais fotônicos, Sistemas de óptica integrada para lifi (wifi pela luz de iluminação de LEDs para sistemas locais com geolocalização, como metrô, prédios isolados etc.). “Os semicondutores também estão presentes em fotodetectores de infravermelho para monitoramento ambiental e industrial, dentre outras aplicações, e o INCT-DISSE trabalha na busca por novos materiais bidimensionais que podem ser o futuro da nanoeletrônica e nanofotônica, e na integração dos dispositivos de fotodetecção em circuitos integrados de imageamento”, ressalta Patrícia Lustoza de Souza.

 

“Somos uma equipe muito coesa, trabalhamos intensamente em projetos em equipe entre os anos 2009 e 2015, com excelentes resultados”, ressalta Patrícia Lustoza de Souza. No período, a equipe do INCT-DISSE se consolidou como produtora de material semicondutor de primeira linha e fotodetectores de infravermelho nanoestruturados, com a obtenção de valores recorde de figuras de mérito, o desenvolvimento de circuitos para operação dos fotodetectores, a prototipagem de um equipamento de detecção de fuga de gás carbônico, a medição da quantidade de proteína no leite usando detecção infravermelha, a proposição de novas arquiteturas de microcavidades, a investigação referente ao acoplamento de pontos quânticos visando à computação quântica e a continuidade da difusão científica com o desenvolvimento e a distribuição em escolas públicas de um kit de experimentos no infravermelho denominado “Ver o Invisível”.

 

O LabSEM da PUC-Rio, sob sua coordenação, conta, desde 2012, com o mais moderno equipamento de deposição de materiais semicondutores existente na América do Sul. Atualmente, ele está operando precariamente e com muitas interrupções, justamente por falta de verbas para manutenção. O laboratório alimenta com essa matéria-prima, além dos grupos de pesquisa da PUC-Rio, cerca de 15 grupos no Brasil e também três internacionais, além de fornecer material para órgãos governamentais, como, por exemplo, o Ministério da Defesa, incluindo Exército e Aeronáutica.

 

A pesquisadora chama ainda atenção para países como China e Coreia, líderes mundiais em semicondutores, com elevados investimentos em pesquisas na área, fazendo o setor evoluir. “Nós também fazemos pesquisas importantes, que envolvem cientistas e estudantes de todo o Brasil. Nossa reunião nos fortalece, nos incentiva a buscar cada vez mais novas opções de financiamento, em um momento em que a pesquisa no país, infelizmente, vem passando por um momento muito difícil. Por aqui, fazem um aporte inicial, mas abandonam antes da consolidação e o investimento é totalmente perdido”, finaliza Patrícia Lustoza de Souza, ressaltando que os interessados em apoiar o INCT-DISSE podem fazer contato pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

Fonte: Jornal da Ciência, 19/11/2019, com informações da Assessoria de imprensa do Centro Técnico Científico da PUC-RIO

 
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