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Bolsistas do CNPq vencem Olimpíada Nuclear 2019

Seg, 11 de Novembro de 2019 16:16

Um grupo de estudantes do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, autarquia vinculada ao MCTIC, supervisionado pelo professor Amir Zacarias Mesquita, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq), venceu a Olimpíada Nuclear 2019

 

Um grupo de estudantes do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), supervisionado pelo professor Amir Zacarias Mesquita, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq), venceu a Olimpíada Nuclear 2019. Organizada pela World Nuclear University (WNU), a final da competição aconteceu no início de novembro, em Viena, na Áustria. A equipe brasileira vencedora contou com graduandos e pós-graduandos do CDTN, incluindo bolsistas do CNPq. Liderada por Vitor Fernandes de Almeida (Bolsista de mestrado do CNPq), a equipe contou, ainda, com as alunas Anna Flavia Peluso (bolsista de Iniciação Científica Tecnológica do CNPq), Edilaine da Silva (bolsista de mestrado do CNPq), Luciana Ribeiro (doutoranda), Nathalia Medeiros (Iniciação Científica).

 

Foram nove meses de trabalho da equipe vencedora. Para o líder do grupo, Vitor Almeida, a experiência foi de grande aprendizado. Para ele, vencer a Olimpíada Nuclear 2019 e mostrar os resultados internacionalmente só reforçam a importância do tema. “Sabemos que atualmente a comunicação ficou facilitada devido à Internet. Por outro lado, a quantidade de informações incorretas apenas se intensificou e muitos brasileiros não possuem o conhecimento básico sobre os usos das radiações em nossa sociedade. No nosso relatório, fomos capazes de concluir que o conhecimento público sobre os usos dia radiação está diretamente relacionado com o grau de aceitação da área. Foram 348 entrevistas realizadas pelo grupo, que resultaram na oportunidade de evidenciar a importância de uma comunicação clara, objetiva e de fácil compreensão”, relata Almeida.

 

O professor Amir Mesquita, que supervisionou o trabalho, conta que os alunos foram bem-sucedidos em todas as etapas. Ao serem informados que estariam na final, na Áustria, os estudantes iniciaram uma vaquinha virtual para obter o recurso para toda equipe estar presente, uma vez que a organizadora WNU garantia apenas a presença do líder do grupo e do supervisor. Em diálogo com a Eletrobras Eletronuclear, A estadia das demais quatro integrantes foi viabilizada graças ao apoio da Eletronuclear. Mesquita externalizou seus agradecimentos ao professor Fernando Lameiras, coordenador do Programa de Pós-Graduação do CDTN; ao diretor do CDTN, Luiz Carlos Ladeira; e ao presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães.

 

A Olimpíada

 

Com o objetivo de abordar a comunicação pública eficaz em ciência e tecnologia nuclear, a Olímpiada Nuclear da WNU é uma oportunidade internacional para estudantes demonstrarem seus conhecimentos e habilidades em relação as aplicações das tecnologias nucleares no cotidiano, como forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

A WNU é uma rede mundial de instituições de ensino e pesquisa envolvidas em usos pacíficos da energia nuclear. Os trabalhos foram julgados por um time de experts de diferentes nacionalidades. Os vencedores serão contemplados com um curso de curta duração da WNU, “The World Nuclear Industry Today”.

 

A competição teve quatro fases e contou com a participação de 20 times de todas as partes do mundo. Entre os finalistas, estavam uma segunda equipe brasileira de alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma equipe estadunidense e outra chinesa.

 

Na primeira fase da competição internacional, os participantes foram desafiados a submeter um vídeo sobre algum aspecto de tecnologia da radiação. A fase 2 foi feita a partir de entrevistas orais que testavam os conhecimentos de tecnologias da radiação, habilidades comunicativas e motivações da equipe. Já a terceira fase consiste em um relatório sobre os resultados de uma pesquisa pública, realizada pelos participantes.

 

O vídeo intitulado “Usos da radiação em nossas vidas!” (Uses of Radiation in Our Lives!), enviado pela equipe brasileira para concorrer na primeira fase da competição abordou como a radiação é temida pelas pessoas e como isso se dá, principalmente, pela falta de informação sobre o assunto. O material produzido pela equipe está disponível no Youtube.

 

Já o relatório “Avaliação da aceitação e conhecimento da população brasileira em ciência e tecnologia nuclear” (Evaluation of the acceptance and knowledge of the Brazilian population on nuclear science and technology), produzido pela equipe, apontou dados sobre o conhecimento dos brasileiros em relação a tecnologias nucleares, dentre elas a dos radiofármacos, através de uma pesquisa feita pela equipe. De acordo com os resultados das pesquisas, 39% dos brasileiros entrevistados tinham pouco ou nenhum conhecimento sobre radiofármacos, e isso se deve, principalmente, ao fato de 77% dos participantes da pesquisa alegarem nunca terem feito procedimentos que utilizam dessa tecnologia.

 

O CDTN

 

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) é uma das Unidades de Pesquisa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado no campus universitário da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, bairro Pampulha, em Belo Horizonte, o CDTN atua na pesquisa e desenvolvimento, ensino (pós-graduação) e prestação de serviços na área nuclear e em áreas correlatas.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 11/11/2019, com informações de CNPq

 
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