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O Brasil e a globalização da Ciência

Ter, 15 de Outubro de 2019 17:08

Em 2006, a China era o país menos globalizado, mas em 2015 alcançou o Brasil e a Índia

 

A cada dia, a pesquisa científica se torna cada vez mais global. Mas, até que ponto os resultados e a própria Ciência alcançam uma amplitude mundial? De que modo a Ciência produzida por autores de um determinado país, região ou disciplina alcança, de fato, um nível planetário? Publicar em periódicos globais e não em revistas locais pode afetar esse alcance?

 

Pensando nisso, dois economistas – Vít Macháček e Martin Srholec – do Instituto de Democracia e Análise Econômica (IDEA) do Centro de Pesquisa Econômica e Instituto de Educação de Pós-Graduação e Economia de Praga, República Tcheca – realizaram um amplo estudo, concluído em maio de 2019 e intitulado Globalization of Science: Evidence from Authors in Academic Journals by Country of Origin..

 

Eles analisaram 22 milhões de artigos indexados pela base de dados Scopus entre 2005 e 2017, de autores de 174 países. O estudo é baseado em seis indicadores de globalização em periódicos. Os indicadores de referência são derivados dos dados dos autores pelo país de origem.

 

Os resultados revelam que países ocidentais, como Estados Unidos (EUA) e nações da União Europeia (UE), lideram a classificação de Globalização da Ciência, com os mais altos índices – acima de 0,7. O número permanece bastante estável desde 2005. Os EUA e a UE são seguidos por países como Japão, Brasil e Índia, com notas de 0,66, 0,61 e 0,60, respectivamente. Em 2006, a China era o país menos globalizado, mas em 2015 alcançou o Brasil e a Índia.

 

O estudo revelou que pesquisadores baseados no Brasil publicam uma porcentagem maior de artigos em revistas internacionais do que em publicações locais, considerando o universo de todas as disciplinas. O índice do Brasil (0,61) apresentou ligeira elevação ao longo do período de 2005 e 2017, permaneceu um pouco abaixo do índice mundial, que ficou em 0,68. Em comparação com países como o Reino Unido (0,74), Estados Unidos (0,71) e Japão (0,66), o Brasil ocupa o 4º lugar entre os países selecionados nessa amostra, ultrapassando a Rússia (0,38) e diversos outros países no cômputo geral.

 

Os autores do estudo esclarecem que a globalização da ciência não deve ser confundida com a qualidade (ou relevância) da ciência; é provável que tais elementos estejam relacionados de diversas maneiras, dependendo da disciplina, mas são fenômenos diferentes.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 14/10/2019, com informações da Sibi-USP

 
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