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Captura de carbono é ponte para a transição energética

Seg, 14 de Outubro de 2019 17:18

Especialistas reunidos em conferência reiteram que é preciso falar com a sociedade de maneira simples e direta sobre a necessidade da estocagem de carbono e os custos que ela envolve.

 

Investir pesadamente em fontes de energia renováveis não resolveria de uma vez por todas o problema das emissões de gases de efeito estufa? Para a diretora da Shell Research Connect and Game Changer, Lene Hviid, a redução dos preços do petróleo, apontada por alguns como um possível driver das renováveis, não estimularia o desenvolvimento das renováveis. “Não ajuda, porque os preços do petróleo também cairão e acabaremos encorajando um retorno aos fósseis. É uma espiral”, disse ela, ontem (1/10), em São Paulo, durante a conferência ETRI- Energy Transition Research and Innovation.

 

A executiva da Shell participou de um debate sobre tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês), ao lado de outros três pesquisadores estrangeiros, com a mediação do físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo. Em comum, todos concordaram de que será inevitável investir em tecnologias de CCS na transição para energias renováveis. Ou seja, será preciso enterrar CO2 em formações geológicas debaixo de terra, para evitar sua emissão na atmosfera, enquanto não se tem fontes de energia totalmente limpas.

 

“Em países como Dinamarca e Islândia, por exemplo, é possível ter transição 100% para renováveis muito rapidamente, porque eles têm um enorme potencial e uma população muito pequena. Mas em outras partes do mundo não se consegue isso ‘para amanhã’. Nós sempre dizemos que a CCS é uma ‘tecnologia ponte’. E em alguns países essa será uma ponte muito, muito longa, infelizmente. É preciso construir toda a infraestrutura das renováveis. O que significa que no meio tempo teremos de fazer CCS, sim”, enfatizou a professora Alissa Park, da Columbia University.

 

Custo e regulação – Para o professor Eric Larson, da Princeton University, a questão agora não é mais técnica. “A ciência que temos é suficiente para fazer CCS e a urgência do problema é grande. A CCS não é teoria, é realidade, há projetos em andamento. Evidentemente ela não é feita na escala desejada, mas está colocada na mesa. É tudo uma questão de custos agora. Sabemos o fazer tecnicamente, mas os custos ainda são altos”, resumiu Larson.

 

Mas sociedade estaria disposta a pagar por este custo? Tudo vai depender do quanto ela for bem e seriamente informada sobre o problema das mudanças climáticas, segundo Larson. “E será necessário um grande esforço educacional para que isso aconteça”, sentenciou.

 

Ganhar em escala é necessário [concordam todos], mas não só. A professora da Columbia University ressaltou a importância do papel das políticas públicas e da regulação para fomentar a implantação de CCS. “Se há regulação, as companhias irão pensar seriamente se é mais barato levar uma multa ou cumprir a norma. Elas escolherão o mais barato. Então tem de haver regulação, tem de haver tecnologia e tem de haver mercado. Senão, nada vai acontecer”, disse Alissia Park.

 

Plantio de árvores e etanol – As repostas para duas questões levantadas pela plateia indicam que o Brasil deverá trilhar o caminho da CCS também. O plantio maciço de árvores ajudaria a mitigar as emissões? “É claro que ele tem seu lugar, mas não resolve o problema. Além do mais, é preciso muita terra, e terra é um recurso escasso”, pontuou Larson.

 

E quais as chances que o Brasil tem de tornar o etanol uma indústria negativa em emissões? “Comecei minha carreira trabalhando com etanol da cana e acho uma tremenda oportunidade para o Brasil. Nos EUA já há um projeto que captura CO2 da indústria do etanol do milho e o deposita embaixo da terra, cerca de 1 milhão de toneladas por ano. O desafio é monetizar isso e fazer com que o resto do mundo valorize as emissões negativas de modo a compensar seus custos.”

 

A conferência “Energy Transition Research & Innovation 2019” está sendo realizada no auditório do Centro de Difusão Internacional da USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 222 – Butantã, São Paulo). O evento, que termina hoje, é organizado pelo Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI) – um centro de pesquisa financiado pela Shell e Fapesp. Com cerca de 350 pesquisadores, o RCGI desenvolve estudos avançados sobre o uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2.

 

Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação

 
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