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Academia de Ciências do Estado de São Paulo elege nova diretoria

Seg, 14 de Outubro de 2019 15:01

Os novos diretores da Aciesp, Vanderlan Bolzani (presidente), Paulo Artaxo (vice-presidente), e Adriano Andricopulo (diretor-executivo) planejam expandir as frentes de atuação da Academia. Em entrevista ao Jornal da Ciência, eles falaram da importância de trabalharem mais próximos à SBPC e outras entidades em defesa do desenvolvimento científico brasileiro

 

“Os pesquisadores no Estado de São Paulo são autores de quase 50% dos artigos científicos publicados do Brasil em revistas científicas internacionais. Por isso, queremos que a Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo) seja robusta, de acordo com a ciência produzida no Estado de São Paulo”, afirma a nova presidente para a gestão 2019-2021 da Academia, Vanderlan da Silva Bolzani. Ela também afirma que a Aciesp quer se aproximar mais de outras instituições científicas, dentre elas a SBPC, para fortalecer as ações em defesa do desenvolvimento científico no País. Para o cargo de vice-presidente foi eleito o físico Paulo Artaxo e para diretor executivo, o químico Adriano D. Andricopulo.

 

Bolzani, que é professora do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que a nova diretoria tem também como missão colocar em prática algumas ações que possam, além de expandir o papel da Aciesp, fortalecer o trabalho realizado pelas Diretorias anteriores. “Vamos fazer uma reestruturação administrativa e financeira. Queremos angariar mais sócios institucionais, além de aumentar o número de membros. A captação de recursos governamentais e de sócios institucionais é uma fonte de verba valiosa na Academia Brasileira de Ciências (ABC) e nas academias de ciências de todo o mundo”, explica.

 

A presidente eleita também conta que está nos planos da nova diretoria a criação de um Congresso Anual da Aciesp para discutir os avanços da ciência mundial, nacional e paulista. Segundo ela, esse congresso, que contará com a presença de Prêmios Nobel convidados, será o primeiro tijolo de uma escola de Nobel de São Paulo, com um olhar para o continente americano, principalmente para a América Latina. “Isto é um sonho que acredito que podemos realizar no Estado de São Paulo. Esta ação demandará muito trabalho e organização, mas, vale apena investir, pelo que representará para os jovens talentos do Brasil e o continente Latino Americano”, comenta Bolzani.

 

A cientista conta que já existe um projeto submetido na Fapesp, na Chamada ESPCA, e que já está em avaliação. “Neste projeto, submetido em agosto, convidamos quatro Prêmios Nobel e, se aprovado, já terá identidade Aciesp/Fapesp. A meta é trabalhar para a consolidação de uma Escola São Paulo de Nobel, logicamente pequena, mas inspirada nos moldes de Lindau. Poucos jovens brasileiros e do continente sul americanos tiveram oportunidade de participar de Lindau. Se concretizado este projeto, a Aciesp e o Estado de São Paulo seriam palco nacional e internacional um programa de altíssimo nível científico, voltado para jovens do continente Americano e se consolidada, seria uma referência mundial”, observa.

 

Outra ação já encaminhada é a discussão de uma proposta de trabalho da Aciesp com a atual secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP, Patrícia Ellen. “Acreditamos que a Aciesp, que reúne os mais expressivos cientistas do Estado, pode contribuir para o avanço tecnológico do Estado, respaldado em conhecimento de vanguarda. Temos uma radiografia da ciência paulista por região e sua atualização pode fornecer dados importantes para as politicas públicas voltadas para inovação. A Aciesp tem um papel importante e estamos empenhados em colaborar no que toca à Ciência e Tecnologia de SP. Acreditamos também que a Aciesp pode capitanear programas de incentivo para despertar nos jovens o interesse pela ciência. Especialmente de incentivo às meninas a terem um olhar para ciências, engenharias e matemática”, enumera a nova presidente.

 

O vice-presidente eleito, Paulo Artaxo, que é professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), concorda que a Aciesp, por estar em um estado responsável por uma fração grande da ciência produzida no País, tem um papel estratégico para o Brasil e, por isso, a nova diretoria irá enfatizar a divulgação científica. “O nosso plano de gestão enfatiza essa questão, uma vez que é importante que a ciência responda rápido aos anseios da população. A sociedade precisa entender a importância da ciência para a população e para o desenvolvimento econômico do País”, explica Artaxo. “O Brasil está passando pela sua pior fase do ponto de vista de desenvolvimento científico-tecnológico dos últimos 30 anos, pela falta de visão da importância da ciência para o desenvolvimento econômico do País”, lamenta.

 

Bolzani acrescenta que a divulgação científica é importante para enfrentar essa onda de obscurantismo, terraplanismo, negação da vacina, entre outros temas que emergiram atualmente em todo o mundo. “Mais do que nunca, a ciência precisa estar presente na vida do cidadão. E isso só é possível com comunicação científica forte. E credito que a Academia tem responsabilidade nisso”, afirma. “Uma das ações que queremos realizar, além de alavancar a visibilidade da Academia, é um congresso anual ACIESP para discutir os últimos avanços da ciência”, conta.

 

A nova presidente da Aciesp, que é também conselheira da SBPC, disse ainda que é vital se aproximar de outras entidades científicas, dentre elas a SBPC, para trabalharem juntas pela ciência brasileira. “Queremos participar de todas as ações da SBPC porque precisamos, mais do que nunca, defender a educação, a tecnologia e a ciência que se faz nesse País”, finaliza.

 

Aciesp

 

Fundada na cidade de São Carlos em 8 de outubro de 1974, a Aciesp é uma entidade independente, não governamental, sem fins lucrativos, cuja finalidade é o desenvolvimento das ciências básica e aplicada, particularmente no Estado de São Paulo. É missão da Aciesp colaborar e contribuir com o avanço científico e tecnológico do Estado de São Paulo e do Brasil.

 

É formada atualmente por 420 acadêmicos, cientistas radicados no Estado de São Paulo, de grande destaque nacional e internacional, atuantes nas áreas de Biociências, Ciências Aplicadas, Física, Geociências, Matemática e Química.

 

A congregação de cientistas destacados nas diversas áreas do conhecimento científico tem como objetivo discutir e propor ações que possam subsidiar estudos e investigações científicas nas áreas do conhecimento em geral, com ênfase em temas estratégicos para o Estado e o País. Sendo uma entidade de acadêmicos, rege o seu estatuto um conjunto de ações e de trabalho visando à formulação de documentos e projetos, simpósios, workshops, que respaldem e criem modelos de políticas públicas inovadoras; que auxiliam os diversos setores que propiciem melhorias econômicas, tecnológicas e sociais que permitam sustentabilidade e qualidade de vida. Outro objetivo importante da Aciesp como instituição acadêmica é promover o intercâmbio entre os cientistas brasileiros com os de outras nações por meio de associações científicas.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 10/10/2019

 
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