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Marie Curie: a “vagabunda” que ganhou dois prêmios Nobel

Qua, 09 de Outubro de 2019 13:33

Blog Ciência & Matemática, do jornal O Globo, publica artigo assinado por Marcia Barbosa, professora titular da UFRGS e diretora da ABC

 

Marcia está almoçando com os colegas. Um deles trouxe o filho, Pedro, de cinco anos que acompanha atentamente a conversa dos adultos. O menino, então, interrompe o debate com uma pergunta: qual a pior ofensa que pode ser feita a uma mulher? A pergunta inusitada capta a atenção de todos. Como uma pergunta retórica, Pedro responde: a pior ofensa que podemos fazer a uma mulher é chamá-la de vagabunda. Marcia lembra quantas vezes o termo foi direta ou indiretamente usado contra ela, particularmente quando disputava algum espaço de ciência e de poder. Ela não está só neste universo de vagabundas. Ela lembra de outra cientista que teve sua vida pessoal escrutinada pela opinião pública: Marie Curie.

 

Nascida na Polônia em uma família de professores, Marie desejava estudar. Mulheres não eram aceitas nas universidades de seu país. Era comum naquela época pensar que mulheres com formação acadêmica seriam intimidadoras e não conseguiriam se casar. O pai de Marie não pensava assim, mas como professor não tinha os recursos para manter as filhas estudando na França onde mulheres já eram aceitas nas universidades. Marie e a irmã combinam a ida para a França onde Marie trabalharia para a irmã se formar em medicina e, depois esta ajudaria Marie em seus estudos. Seguindo o plano à risca Marie trabalha como governanta e depois da irmã formada ingressa na universidade. Brilhante, logo atrairia a atenção de um jovem professor, Pierre Curie. Ela estava obcecada em compreender o mecanismo pelo qual alguns materiais emitiam energia. Pierre percebendo a genialidade da que viria a se tornar sua esposa, muda de área de pesquisa e os dois passam a trabalhar juntos. Esta colaboração daria o prêmio Nobel de Física ao casal em 1903 pelos avanços no conhecimento do mecanismo pelo qual alguns materiais emitem energia, a radioatividade. Enquanto o Nobel trazia para Pierre um emprego na prestigiosa Universidade de Sourbonne, Marie continuava atuando como assistente de laboratório.

 

Fonte: Jornal da Ciência, 07/10/2019, com informações de Blog Ciência & Matemática/O Globo

 
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