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Startup pretende melhorar a tomada de decisão em atletas

Ter, 08 de Outubro de 2019 12:24

A capacidade de atletas ao tomar as melhores decisões em um curto espaço de tempo é um fator decisivo para ganharem uma competição, afirma Caio Margarido Moreira, doutor em comportamento e cognição pela Universidade de Göttingen, na Alemanha.

 

A fim de tentar melhorar essa habilidade em esportistas, de modo a tomarem as decisões mais acertadas com maior rapidez, o pesquisador se associou a outro neurocientista e a um psicólogo e desenvolveram, por meio de um projeto apoiado pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, métodos computacionais interativos para avaliar e treinar o desempenho cognitivo.

 

Os sistemas desenvolvidos pela startup fundada pelos pesquisadores – a Sensorial Sports, incubada no Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, a Supera –, foram aplicados em atletas de clubes de futebol, como o Palmeiras.

 

“Usamos a neurociências e a tecnologia para desenvolver e melhorar o desempenho cognitivo de atletas. Partimos do pressuposto de que atletas cuja capacidade cognitiva é monitorada e treinada ficam mais precisos e velozes e erram menos”, disse Moreira.

 

De acordo com o pesquisador, enquanto uma pessoa comum toma, em média, entre duas a três mil decisões durante um dia inteiro, um jogador de futebol, por exemplo, tem que tomar cerca de seis mil durante os 90 minutos de uma partida.

 

Dessa forma, a falta de concentração e decisões erradas podem limitar o desempenho de um atleta em uma competição, avaliou.

 

“Ao observarmos o esporte hoje percebemos que o desempenho físico dos atletas está cada vez mais equiparado. São as milhares de decisões que eles tomam em uma arena esportiva que definem se sairão vitoriosos ou não” afirmou Moreira.

 

O sistema computacional desenvolvido pela empresa, que integra o Centro de Inovação Global em Esportes da Microsoft, avalia o tempo de reação, uso da visão periférica, o nível de atenção, o controle da impulsividade e a agilidade na tomada de decisões a diferentes estímulos visuais, de um ou até 12 esportistas simultaneamente. A sequência de estímulos pode ser visualizada por meio de uma tela de computador, televisão ou projetor, além de um óculos de realidade virtual.

 

O desempenho do esportista avaliado é comparado com o de atletas profissionais e amadores, de diversas modalidades esportivas e em diferentes fases de desenvolvimento, que já realizaram os testes e cujas avaliações integram o banco de dados da empresa.

 

Com base no perfil cognitivo do atleta avaliado são determinadas as principais potencialidades e uma meta de melhoria.

 

Por meio de um sistema de realidade virtual também desenvolvido pela empresa, chamado NeuroSports Arena, é possível treinar habilidades como concentração, velocidade de reação, tomada de decisão e percepção de movimentação, de modo que o atleta atinja a meta determinada.

 

“Estamos desenvolvendo um outro tipo de treinamento, em que um treinador pode montar uma sequência de estímulos por meio de um telefone celular, associar cada estímulo a uma ação desejada e treinar capacidades cognitivas, físicas e técnicas de forma integrada durante o aquecimento ou o treinamento”, disse Moreira.

 

“Também estamos desenvolvendo um treinamento cognitivo em que o atleta é apresentado a uma série de tarefas que treinam e ativam o cérebro para uma competição em uma tela sensível ao toque”, afirmou.

 

Avaliações em atletas

 

Os sistemas foram avaliados em um grupo de jogadores de futebol da categoria sub-17 do Palmeiras e nas categorias sub-15 e sub-19 de voleibol feminino do Grêmio Recreativo Barueri.

 

Os resultados das análises indicaram que, após cinco semanas de treinamento, os jogadores de futebol tiveram um aumento de 14% no nível de atenção e de 20% no número de ações ofensivas, em comparação a outros grupos que não utilizaram o sistema.

 

Já as jogadoras de voleibol tiveram um aumento de 10% no nível de atenção e de 13% no tempo de reação, também em comparação com atletas da mesma categoria que não utilizaram o sistema.

 

“Também constatamos que, quanto mais as atletas de vôlei melhoraram na reavaliação do treinamento cognitivo, melhor também foi o desempenho delas em quadra”, disse Moreira.

 

A empresa já fez mais de 900 avaliações de atletas, em 22 modalidades esportivas. Agora, os pesquisadores estão avaliando os melhores atletas do país em categorias como o tênis.

 

“A possibilidade de podermos avaliar o desempenho cognitivo de atletas de alto desempenho antes e depois de uma competição permitirá criarmos novas soluções tecnológicas”, disse Moreira.

 

A meta dos pesquisadores é oferecer o sistema para outros mercados, como o de fitness, além de setores, como o industrial, de investimentos e de saúde, nos quais a tomada de decisão também é um fator crítico.

 

Fonte: Portal Pesquisa para Inovação FAPESP

 
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