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Orçamento 2020 francês para pesquisa deixa cientistas desapontados

Qua, 02 de Outubro de 2019 17:38

O financiamento continua inalterado – mas os cientistas estão ansiosos pela estratégia nacional de pesquisa que começará em 2021

 

Os gastos do governo francês em pesquisa permanecerão em torno de 7 bilhões de euros em 2020 (cerca de R$ 32 bilhões) – uma decepção certa para os cientistas que dizem que seu presidente e primeiro-ministro enfatizaram a importância da pesquisa. Mas muitos já estão ansiosos para 2021, quando se espera que o governo crie sua primeira estratégia nacional de pesquisa – um plano que é projetado para energizar a ciência francesa e pode vir com um impulso de financiamento mais robusto.

 

O projeto de orçamento para 2020, anunciado em 26 de setembro e adotado pelo gabinete no dia seguinte, aumentará os fundos para o ministério francês de ensino superior, pesquisa e inovação (ESRI) em 2%, para € 25,35 bilhões (R$ 115 bilhões aproximadamente). A parcela destinada à pesquisa, no entanto, é de 6,94 bilhões de euros, a mesma do ano passado.

 

“É decepcionantemente baixo”, diz Patrick Monfort, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Pesquisadores Científicos da França (SNCS-FSU). “O presidente [Emmanuel Macron] e o primeiro ministro [Edouard Philippe] dizem que há uma necessidade urgente de apoiar a pesquisa. Se isso for uma prioridade, um aumento significativo no orçamento não deve ter que esperar até que o plano comece em 202.”

 

Mas Monfort reconhece que o financiamento da ciência poderia ter sofrido mais por causa dos bilhões de euros em cortes de impostos que o governo concedeu no orçamento para apaziguar os manifestantes do ‘colete amarelo’, que iniciaram seu movimento em novembro passado, protestando contra as políticas de reforma econômica do governo Macron.

 

“Erosão e estagnação”

 

A próxima estratégia nacional de pesquisa, anunciada por Philippe em fevereiro, está atualmente em desenvolvimento e deve começar em 2021. O governo diz que seu objetivo é proteger o financiamento da pesquisa, aumentar o recrutamento de cientistas em início de carreira e ajudar a França a se destacar em um cenário de pesquisa global cada vez mais competitivo.

 

A estratégia será consagrada em uma lei que deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2021 – mas detalhes ainda que incluem quanto tempo durará e quanto dinheiro virá com ela, ainda estão sendo elaborados.

 

Os últimos números do orçamento foram divulgados três dias após os grupos de trabalho que estão contribuindo para o desenvolvimento da estratégia divulgarem relatórios que mostram um quadro sombrio da ciência francesa. Os relatórios – que se concentram no financiamento de pesquisas, carreiras científicas e inovação – avaliam o status dessas áreas na França e descrevem as propostas dos grupos de trabalho para o plano.

 

Houve uma “erosão e estagnação da pesquisa francesa, tanto nos gastos quanto na produção científica”, diz o relatório sobre carreiras científicas. Os grupos de trabalho pedem um aumento significativo – de 2 bilhões para 3,6 bilhões de euros – em gastos com pesquisa por ano, para que a França possa alcançar os padrões internacionais de remuneração dos pesquisadores, condições e inovação.

 

Os relatórios são a primeira vez que o governo reconhece oficialmente que a pesquisa francesa está em péssimo estado, diz Patrick Lemaire, biólogo da Universidade de Montpellier na França e fundador do grupo de campanhas Sciences en Marche, liderado por pesquisadores. Ele espera que o espírito e o pragmatismo das propostas – aumentar o financiamento, manter o que funciona e experimentar mudanças em pequena escala – sejam levados à lei final.

 

Olivier Berné, astrofísico que fundou o movimento de protesto RogueESR – que luta por melhores condições de trabalho em ciências e ensino superior – diz que as propostas não respondem a várias demandas da comunidade científica. “Isso inclui burocracia de corte e uma parcela menor do orçamento a ser desembolsada por meio de programas de subsídios competitivos”, diz Berné, que atua no Instituto de Pesquisa em Astrofísica e Planetologia (IRAP), em Toulouse.

 

 

Fonte: Jornal da Ciência, 01/10/2019, com iformações de Nature, tradução do Jornal da Ciência

 
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