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The New York Times: Brasil planeja reduzir o financiamento de universidades em 30%

Qui, 09 de Maio de 2019 08:44

 

As autoridades educacionais do governo de extrema-direita do Brasil anunciaram que cortarão o financiamento das universidades em 30%, um movimento pelo menos parcialmente motivado por reclamações sobre atividades partidárias no campus – destaca reportagem de um dos principais jornais dos EUA

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse ao jornal O Estado de S. Paulo na terça-feira que cortou o orçamento de três universidades federais – Brasília, Bahia e Fluminense – por causa de posturas ideológicas e desempenhos ruins.

 

Weintraub criticou eventos políticos, manifestações partidárias e outros eventos que ele disse serem inapropriados para uma universidade, embora ele não tenha dado exemplos específicos, de acordo com o jornal.

 

“A universidade deve ter dinheiro sobrando para fazer balbúrdia e organizar eventos ridículos”, disse Weintraub. “Eu posso cortar e, infelizmente, preciso cortar de algum lugar”, acrescentou ele, dizendo que isso fazia parte de um esforço de administração mais amplo para reduzir os gastos públicos.

 

Funcionários da universidade e especialistas em educação denunciaram a natureza ideológica da decisão. Alguns disseram que a mudança era inconstitucional.

 

No final do dia, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, secretário de Educação Superior do MEC, disse à TV Globo que os cortes orçamentários seriam feitos igualmente em todas as universidades e institutos ligados ao ministério. Ele também disse que o ministério estava procurando estabelecer “parâmetros” que permitissem que algumas universidades obtivessem cortes orçamentários menores.

 

A medida pode afetar cerca de 300 universidades públicas, faculdades e outros institutos educacionais, de acordo com um censo do ensino superior de 2017.

 

Funcionários das universidades disseram que os cortes provavelmente afetariam as bolsas de estudo, serviços públicos e manutenção.

 

A Universidade Federal Fluminense disse que a medida de financiamento, se confirmada, “terá sérias consequências para o pleno funcionamento da universidade”.

 

Todas as três instituições nomeadas por Weintraub estão entre as 20 melhores universidades do Brasil, de acordo com várias listas, incluindo o World University Ranking da Times Higher Education.

 

Esta não é a primeira vez que as autoridades do ministério apontam para o setor de educação pública no Brasil, que a nova administração acredita estar sendo dominada pela “ideologia marxista”.

 

O presidente Jair Bolsonaro recentemente twittou que o financiamento para estudos de sociologia e filosofia poderia ser eliminado.

 

Em uma nota enviada à Associated Press na quarta-feira, um porta-voz do Ministério da Educação disse estar estudando vários critérios “como o desempenho acadêmico das universidades e o impacto dos cursos oferecidos no mercado de trabalho”.

 

Durante a campanha, Bolsonaro disse que queria “entrar no Ministério da Educação com um lança-chamas para remover Paulo Freire”, referindo-se ao falecido educador brasileiro cujas ideias – ridicularizadas pelos críticos como marxistas – tiveram influência mundial.

 

The New York Times

 


Fonte: Jornal da Ciência, 3 de Maio de 2019

 
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