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Comunicação dá à sociedade acesso aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos

Ter, 07 de Maio de 2019 10:01

 

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – A importância de buscar novas formas de demonstrar à sociedade o impacto das pesquisas financiadas com dinheiro público foi um dos principais temas debatidos durante a 8a reunião anual do Global Research Council (GRC), que terminou nesta sexta-feira (03/05), em São Paulo.

 

“O GRC abrange 52 agências de fomento de todo o mundo e todas concordaram ser necessário haver boas formas de avaliar e demonstrar impacto. Isso nos mostra que é um tema que aflige a todos os países, não é uma questão apenas brasileira. Em todo lugar do mundo os contribuintes querem ver os resultados das pesquisas financiadas pelos impostos”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

 

Segundo Brito Cruz, o Conselho Superior da FAPESP e sua diretoria consideram importante buscar estratégias para atingir diferentes públicos. “Temos a revista Pesquisa FAPESP que é mensal, algo que poucas agências no mundo têm; a Agência FAPESP, uma newsletter diária em português que atinge mais de 100 mil assinantes e apresenta resultados de pesquisas apoiadas. Uma versão em inglês e outra em espanhol dessa newsletter é enviada semanalmente para alcançar um público no exterior, ajudando a FAPESP a criar interações em todo o globo”, disse.

 

Para interagir com formuladores de políticas públicas, contou Brito Cruz, a FAPESP realiza simpósios mensais na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em parceria com o Instituto do Legislativo Paulista (ILP). “Há ainda o esforço de alcançar um público mais geral por meio de programas de TV feitos em parceria com o jornal Folha de S. Paulo e com o canal Futura”, contou.

 

Programas de TV também são uma estratégia adotada pelo Consejo Nacional de Investigaciones Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina. “Fazemos ainda documentários e feiras itinerantes que vão para pequenas cidades. Isso é importante para despertar vocações científicas nos estudantes”, disse Jorge Tezon, diretor do Conicet.

 

Já o European Research Council (ERC) – agência que financia pesquisas conduzidas em toda a União Europeia – apostou em uma estratégia ousada para alcançar os mais jovens: lançou uma série de webcomics produzidos em parceria por desenhistas e pesquisadores. “Eles podem falar sobre um projeto específico ou sobre um campo do conhecimento. Quando dissemos que lançaríamos uma chamada de proposta para financiar essa iniciativa muitas pessoas não levaram a sério”, disse Jean Pierre Bourguignon, presidente do ERC.

 

Para Bourguignon, as agências de fomento e os cientistas não devem se limitar aos meios tradicionais de comunicação se quiserem alcançar as gerações mais novas. “Elas não leem jornais, mas estão nas redes sociais, na internet. Temos de ser criativos, inovar”, disse.

 

Peter Strohschneider, presidente da German Research Foundation (DFG), contou que a mais importante agência de fomento alemã financia em diferentes universidades exposições itinerantes. “Temos uma sobre microbiologia que já passou por mais de 20 lugares em toda a Alemanha. Também organizamos palestras públicas com pesquisadores não só na Alemanha como também nos países em que mantemos colaborações, como aqui no Brasil”, disse.

 

Para Strohschneider, no entanto, a divulgação científica feita pelas agências não substitui o papel fundamental do jornalismo científico, que vem sofrendo nos últimos anos tanto com a crise na imprensa escrita como também com a ascensão de regimes autocráticos em diversos países.

 

“As sociedades modernas liberais estão vivendo uma crise estrutural. Há movimentos autocráticos ascendendo ao poder em diversos países e o que eles fazem é atacar o judiciário, a imprensa e o sistema de ciência. Pois é por meio desses três setores sociais que as sociedades modernas institucionalizam seus discursos oficiais”, disse.

 

Strohschneider considera importante discriminar o jornalismo científico da divulgação científica, feita pelas agências de fomento. “Tudo isso é importante, mas a divulgação científica é uma auto-observação que a ciência faz sobre si própria. Já o jornalismo científico é o olhar estrangeiro, um outro ponto de vista”, disse.

 

Com o objetivo de estimular essa atividade profissional que considera estar “sob forte pressão” nos dias atuais, a DFG promove premiações, financia workshops e redes de jornalismo científico.

 

Desafio

 

Outro ponto consensual entre todas as agências representadas no evento, segundo Brito Cruz, foi o de que avaliar o impacto de projetos de pesquisa não é uma tarefa fácil. Um dos exemplos mencionados na reunião foi o Google.

 

“Os dois criadores foram bolsistas da National Science Foundation (NSF) em 1994, dentro de um programa que visava criar bibliotecas digitais e métodos para a classificação de livros. Em 1998 eles desenvolveram o algoritmo que ranqueia páginas de internet. Em 1999 tentaram vender a empresa por U$ 1 milhão, mas ninguém se interessou. Baixaram o preço para U$ 700 mil e ainda assim ninguém quis. Se fôssemos avaliar o impacto do Google naquele momento ele seria considerado um fracasso e hoje é uma empresa de U$ 800 milhões”, contou.

 

“Há casos em que é preciso esperar muitos anos para descobrir o verdadeiro impacto de uma pesquisa, o que torna mais difícil a tarefa de demonstrar sua importância à sociedade”, disse Strohschneider.



Mais informações sobre a 8ª Reunião Anual do Global Research Council: www.fapesp.br/eventos/grc.

 

 

Fonte: Agência FAPESP

 

 
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